domingo, 13 de março de 2011

Baleias-Piloto

Ciência

10/03/2011 - 14h04

Chamado de baleias-piloto enfraquece em mergulhos profundos

SINDYA N. BHANOO

DO "NEW YORK TIMES"



Baleias-piloto são criaturas altamente sociais, que se comunicam entre si pelo que é conhecido como chamadas tonais. Porém, a capacidade de emitir esses sons é gravemente reduzida quando mergulham em águas profundas, segundo artigo em "The Proceedings of The Royal Society B". Até os 80 metros de profundidade, o som fica alto; depois desse limite, ele se suaviza.

As baleias costumam ultrapassar os 900 metros de profundidade para capturar presas que estão entre suas favoritas, como a lula. "Se elas querem ser ouvidas por outras baleias na superfície, o natural seria que aumentassem o volume, mas não é isso que acontece", diz Frants Jensen, biólogo da Universidade Aarhus, na Dinamarca, e principal autor do estudo.



FOTO: Divulgação

















Baleia-piloto emite sons até 800 metros de profundidade; depois desse limite, a comunicação fica mais debilitada

Jensen e seus colegas colocaram identificadores em 12 baleias-piloto das ilhas Canárias e registraram som, profundidade e orientação dos animais.

Apesar da debilitação causada pela profundidade, as baleias continuaram produzindo chamadas tonais, em volumes reduzidos, até atingirem cerca de 800 metros.

Os pesquisadores acreditam que, depois dessa profundidades, os pulmões das baleias entram em colapso, o que reduz o volume de ar e restringe a capacidade de gerar sons.
Ainda assim, as baleias localizam colegas da mesma espécie quando chegam à superfície. "Elas conseguem encontrar seu grupo social após cada mergulho", diz Jensen. "É um sistema social altamente eficaz."

Segundo os pesquisadores, um ponto preocupante é a presença de navios motorizados, como barcos de observação de baleias. Essas embarcações podem mascarar as chamadas de baixo volume das baleias, interferindo na sua comunicação.



http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/886804-chamado-de-baleias-piloto-enfraquece-em-mergulhos-profundos.shtml

sexta-feira, 11 de março de 2011

Experimentação

Ambiente

11/03/2011 - 13h05

Projeto ambiental coloca turista para viver como macacos

Publicidade

DA EFE


Voar pela selva em uma tirolesa e dormir nas árvores como os macacos é a experiência de um ambicioso projeto de conservação no norte de Laos, que incentiva a adesão de ex-caçadores a um ecoturismo atípico.

As cabanas ficam a cerca de 40 metros de altura, com cabos que medem até 700 metros de comprimento. Por eles, viaja-se a uma velocidade média de 80 km/h.

Como se isso não bastasse, o cinto de retenção é apenas uma polia de aço simples com um pedaço de pneu de bicicleta para usar como freio.

"É simplesmente alucinante, como voar", assegura Nathan, um mochileiro americano que apoia suas pernas em um tronco para se impulsionar e ir mais rápido ainda na tirolesa.
Após uma breve conversa sobre as normas básicas de segurança, os hóspedes têm total liberdade para deslizarem várias vezes pelos cabos até que escureça, pois só é proibido praticar a atividade à noite.

A aventura é parte da Gibbon Experience, chamada dessa maneira por que está inspirada no gibão (Hylobates pileatus).

Tal primata pequeno e escorregadio também se encontra no Vietnã e no sul da China, e se achava já extinto na região no início da década passada, precisamente quando o cientista francês Jeff Reumaux chegou à província de Bokeo.

Reumaux demorou cinco anos para obter dinheiro suficiente para construir as casas nas árvores com banheiros e água corrente, além da rede de tirolesa que as une.
Também não foi fácil convencer as autoridades locais para que declarassem como reserva natural mais de 123 mil hectares de floresta onde, na época, a tribo hmong capturava elefantes, macacos, ursos e tigres.

Esses mesmos caçadores se tornaram guardas florestais e guias que mantêm suas famílias sem prejudicar o ecossistema.


EX-CAÇADORES


"Há alguns anos, mal podia alimentar minha mulher e meus filhos com o que ganhava com a caça, mas hoje vivemos muito melhor sem precisar matar nenhum animal", assinala em um precário inglês Vong, que só precisa de um par de chinelos para se movimentar pela selva, que conhece como a palma de sua mão.
Na reserva vivem atualmente 400 gibões, a grande exigência do projeto e cujos cantos se podem escutar ao amanhecer, embora é preciso ter muita sorte para encontrá-los a distância.

Não vi nenhum, mas não tem problema. Para mim, a experiência não é contemplá-los e sim viver como eles", comenta Lotte, outra turista que não se importou em caminhar durante mais de quatro horas e sofrer picadas de insetos e sanguessugas para chegar às casas nas árvores.

A dificuldade do trajeto afasta o turismo das massas, que prefere ver os gibões de maneira mais cômoda em zoológicos e em espaços mais acessível na vizinha Tailândia.

O francês explica à agência de notícias Efe que seu objetivo não é transformar a selva em uma mera atração turística, mas apresentar aos habitantes um modo alternativo de seguir explorando a natureza sem cortar árvores ou matar animais.

"Queremos mostrar que conservar a selva é melhor que destruí-la. Isso talvez seja óbvio para nós, mas para poder persuadi-los temos que provar que é possível viver assim", indica o francês.

Para cumprir essa meta, uma parte do dinheiro arrecadado pelo ecoturismo é investida em modernos sistemas de irrigação para arrozais e outros cultivos, consumidos pelas famílias que já não precisam queimar parte da floresta, como outros camponeses da região.

"É caro, mas simples e eficaz, e prova que preservar as florestas não precisa ser um assunto político", conclui Reumaux.


http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/887311-projeto-ambiental-coloca-turista-para-viver-como-macacos.shtml

quinta-feira, 10 de março de 2011

Final Feliz

Extra

Notícias


10/03/2011 às 16:54 Atualizado em 10/03/2011 às 18:23


Labrador precisa do seu próprio cão-guia após perder os olhos



Maíra Amorim – Expresso



FOTO: Reprodução





















O cão Edward trabalhava como cão-guia há oito anos, quando precisou ter os olhos removidos após desenvolver catarata, o que deixou seu dono, o cego Graham Waspe, de 60 anos, muito triste. Mas logo o inglês ganhou Opal, de 2 anos, para ajudar não só a ele como também a Edward.


- Opal foi ótima para nós dois. Não sei o que faríamos sem ela - disse Graham ao jornal “The Sun”.

E apesar da deficiência, Edward continua cheio de disposição.

- As pessoas fazem muitas perguntas sobre como ele lida com o problema e ele provavelmente ficou mais famoso agora porque ainda mais pessoas param para falar com ele nas ruas - contou Sandra, mulher de Graham.


http://extra.globo.com/noticias/bizarro/labrador-precisa-do-seu-proprio-cao-guia-apos-perder-os-olhos-1254029.html

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tartaruga Fenômeno

07/03/2011 - 11h45

Tartaruga de duas cabeças recebe dois nomes na Eslováquia

DA REUTERS


Tartaruga da espécie africana Geochelone sulcata com duas cabeças e cinco patas é exibida em Zilina nesta segunda-feira.

O réptil, que nasceu há sete semanas na Eslováquia, recebeu dois nomes: Magda (cabeça à esquerda) e Lenka.



FOTO: Radovan Stoklasa/Reuters

















A tartaruga de duas cabeças recebeu dois nomes: Magda (cabeça à esquerda) e Lenka


http://www1.folha.uol.com.br/bichos/885521-tartaruga-de-duas-cabecas-recebe-dois-nomes-na-eslovaquia.shtml

terça-feira, 8 de março de 2011

Águia

Planeta Bizarro


07/03/2011 11h08 - Atualizado em 07/03/2011 11h53


Águia é flagrada fazendo manobra radical em pleno voo

Imagem inusitada foi feita por Pam Mullins.

Cena ocorreu em Prince Rupert, no Canadá.


Do G1, em São Paulo


Uma águia foi fotografada fazendo uma manobra inusitada em Prince Rupert, no Canadá. A ave foi flagrada voando de costas, segundo o jornal inglês "Daily Telegraph".


FOTO: Reprodução/Daily Telegraph























Águia foi flagrada fazendo manobra radical em pleno voo



http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/03/aguia-e-flagrada-de-cabeca-para-baixo-em-pleno-voo.html

segunda-feira, 7 de março de 2011

Jacaré E Piranha

03/03/2011 09h35 - Atualizado em 03/03/2011 09h35

Fotógrafo amador flagra jacaré caçando piranha na Argentina

Imagem foi feita na reserva de Esteros del Iberá.

'É muito gratificante tirar fotos como essa', disse Gunter Heinz.


Do G1, em São Paulo



O fotógrafo amador alemão Gunter Heinz, de 46 anos, flagrou o exato momento em que um jacaré capturou uma piranha na reserva de Esteros del Iberá, na Argentina, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Telegraph".


(FOTO: Reprodução/Daily Telegraph)





















Gunter Heinz flagrou jacaré caçando piranha na Argentina.


Heinz, que é eletricista, disse que ficou observando o jacaré em ação, pois queria guardar uma imagem no réptil caçando. "Eu fotografo desde os 16 anos e é muito gratificante tirar fotos como essa", destacou.



http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/03/fotografo-amador-flagra-jacare-cacando-piranha-na-argentina.html

domingo, 6 de março de 2011

Raposa Domesticada

01.03.2011

Britânico mantém raposa como bicho de estimação

Miss Snooks foi adotada depois de ser abandonada ainda filhote por sua mãe, há sete anos


FOTO: Reprodução/ The Sun



















Miss Snooks tem um tratamento de princesa, e tem direito a um quarto só dela





Ter um bichinho de estimação diferente já virou moda em todo o mundo, mas criar um animal selvagem é para poucos. Este é o caso do britânico Steve Edgington, de Essex, Inglaterra, que tem como pet a raposa fêmea Miss Snooks.

De acordo com o site do jornal The Sun Steve resolveu cuidar do animal depois que o encontrou ainda filhote, abandonado pela mãe. Passados sete anos desde então o britânico diz não ter medo que sua mascote o ataque.

Como todo animal de estimação amado, Miss Snooks é tratada como uma princesa, e tem, inclusive, um quarto só dela. A raposa também recebe uma alimentação especial, a base de frango assado temperado com mel, seu prato favorito.

“Ela tem tudo o que precisa para uma vida feliz. Nós suplementamos sua dieta com vitaminas para garantir sua saúde”, contou Steve. E para garantir seu bem-estar, como as raposas são animais noturnos, o britânico faz questão de levá-la para caminhar todas as noites. Na coleira, claro.


http://petmag.uol.com.br/noticias/britanico-mantem-raposa-como-bicho-de-estimacao/

quinta-feira, 3 de março de 2011

Encrenca

Cotidiano

02/03/2011 - 09h04

Prédios de SP limitam peso para cachorros e irritam donos

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO

DE SÃO PAULO


Com 63 kg e 57 kg, o casal Ian e Shiraz foi reprovado pelo peso. Eles são dois são-bernardos bobões, mansos por natureza e não latem. Ainda assim, a vizinhança não quer negócio com eles.

Pelo regulamento interno do prédio onde moram, na Barra Funda (zona oeste de São Paulo), entregue em junho passado, só os cachorros de pequeno porte são aceitos.

A situação desse condomínio se repete em outros bairros: prédios novos têm imposto limite de peso, em geral 5 kg ou 7 kg, para liberar apresença de animais. A restrição, considerada controversa por veterinários e advogados, inviabiliza raças comuns, como labrador.

Como tudo em condomínio, o assunto terminou em polêmica. Além do porte, o prédio também decidiu limitar os cães a dois por apartamento.

"Comprei na planta e a construtora disse que não haveria problemas com os animais. Quem não tem cachorro não pode ter mais direitos do que quem tem", diz o comerciante Celso Barbosa, dono dos são-bernardos.


FOTO: Rodrigo Capote/Folhapress



















Celso Barbosa é dono de dois são-bernardos e dois yorkshire e ja tiveram problemas com o novo condomínio


Segundo construtoras e administradoras imobiliárias, o modelo do regimento interno é padrão e usado para vários prédios, o que tem perpetuado o impasse.

Na região do parque da Água Branca (zona oeste), a dona de casa Patrícia Ferrari, que foi para o prédio novo onde mora em 2010, já vai se mudar porque, mesmo com dois yorkshires, de pequeno porte, é obrigada a andar com os animais no colo sempre que sai para passear.

"Não existe uma raça melhor ou pior para apartamento", diz Mauro Lantzman, veterinário especialista em comportamento animal.

O Secovi, o sindicato do setor imobiliário, diz que a proibição a cães em condomínios já foi derrubada nos tribunais. "O que menos importa é o porte, mas o incômodo", diz o advogado Márcio Rachkorsky. "Cada prédio aprova o que acha conveniente", diz Pércio Lowenthal, dono da administradora de prédios Lloyd Imobiliário.


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/883153-predios-de-sp-limitam-peso-para-cachorros-e-irritam-donos.shtml

quarta-feira, 2 de março de 2011

GPS Natural

02/03/2011 - 08h45

Tubarões usam "mapas mentais" para percorrer longas distâncias

DA BBC BRASIL



Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que algumas espécies de tubarão conseguem formular "mapas mentais" que os ajudam a percorrer longas distâncias com precisão impressionante.

"Eles sabem onde estão indo", diz o cientista Yannis Papastamatiou, do Museu de História Natural da Flórida, um dos autores do estudo publicado no "Journal of Animal Ecology".



FOTO: Albert Kok























Segundo estudo dos EUA, tubarões fazem "mapas mentais" para ir direto à fonte de alimentos e gastar menos energia



Os pesquisadores rastrearam eletronicamente 32 tubarões de três espécies diferentes por um período com variação de sete e 72 horas.

Eles concluíram que os tubarões-tigre e os tubarões-raposa seguiram caminhos pré-estabelecidos para locais específicos.

Já os tubarões gália preta nadaram distâncias muito mais curtas e de forma aparentemente aleatória.

VIAJANTES

Os tubarões-tigre foram os que demonstraram maior capacidade de se localizar --uma pesquisa anterior, realizada no Havaí, indicou que animais desta espécie nadam por canais profundos até locais ricos em alimentos a 50 quilômetros de distância.

Segundo o novo estudo, o "movimento dirigido" mostra que o terreno era conhecido dos tubarões e eles têm interesse em preservar energia indo diretamente ao seu destino, onde podem encontrar comida.

Ainda não se sabe ao certo, no entanto, como funciona exatamente esse mecanismo de localização. Os pesquisadores acreditam que os tubarões recorrem a sinais das correntes oceânicas, da temperatura da água e dos cheiros.

A navegação usando como base os campos magnéticos da Terra também seria uma possibilidade.

"Eles (os tubarões) precisam ter um sistema de navegação muito bom, porque as distâncias são muito longas. O tipo de sistema que usam ainda é questão para debate, mas o fato de que muitos desses percursos aconteceram à noite abre a possibilidade de que estejam se orientando a partir de campos magnéticos", explica Papastamatiou.





http://www1.folha.uol.com.br/bbc/883124-tubaroes-usam-mapas-mentais-para-percorrer-longas-distancias.shtml