quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Papagaio Bandido

Papagaio que alertava ladrões é "capturado" na Colômbia

16 de setembro de 2010 • 16h28 • atualizado às 17h13


Lorenzo, um papagaio que alertava um grupo de ladrões no centro da cidade colombiana de Barranquilla (norte) sobre a presença da polícia, foi "capturado" em flagrante pelas autoridades após descobrirem que ele gritava "corre, corre que o gato te pega. Miau miau".

Em um grande esquema de segurança no centro de Barranquilla foi efetuada a detenção de nove pessoas, a apreensão de 250 armas brancas e alucinógenos, e também a "captura" de Lorenzo, que foi imediatamente levado a uma delegacia.

O comandante da polícia, coronel Freddy Veloza, disse nesta quinta-feira aos jornalistas que, aparentemente, o papagaio estava sendo usado para alertar nos locais onde os roubos eram realizados. Ele gritava: "Corre, corre que o gato te pega. Miau miau", advertindo seus donos sobre a presença da polícia.

Edues Muñoz, o patrulheiro que se encarregou de levar o papagaio à delegacia, disse ao jornal O Arauto que "na patrulha o bicho ficou gritando ''corram'' e chamando uma mulher". O jornal da cidade de Barranquilla destacou, inclusive, que desde que chegou à delegacia permaneceu em silêncio, talvez tenha aprendido que: "tudo o que disser poderá ser usado contra você".


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4681885-EI8140,00-Papagaio+que+alertava+ladroes+e+capturado+na+Colombia.html

A Fuga

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Cavalo Com Tromba

Ciência

06/09/2010 - 14h16

Bióloga descobre cavalo com tromba que viveu no Brasil

REINALDO JOSÉ LOPES

EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA


O termo preferido pelos biólogos, um tanto hermético, é "probóscide vestibular". Em português mais castiço: uma tromba modesta. O que, em se tratando de um cavalo, é bastante esquisito.

Esquisito, mas real, indica a análise de uma bióloga da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).

A explicação para traços misteriosos do crânio do Hippidion principale, que viveu no Brasil na Era do Gelo, é ele ter tido uma "trombinha".

"Nos sítios paleontológicos, muitas vezes o Hippidion aparece com o Equus neogeus, semelhante ao cavalo atual", diz Camila Bernardes.

"Se animais com parentesco muito próximo habitam o mesmo local, é porque há diferenças entre eles que minimizam a competição."

A maior pista veio do osso nasal do crânio do bicho, que é projetado para a frente. "Pelo crânio, parece um unicórnio", brinca a bióloga.

O lugar onde se encaixam o osso nasal e o osso maxilar do bicho é recuado perto do que se vê nos cavalos de hoje, e a região é cheia de depressões, as chamadas fossas.

É possível saber, analisando calombos e depressões na estrutura óssea, como eram os músculos de um animal.

Assim, Bernardes concluiu que os músculos responsáveis por erguer o lábio superior do Hippidion eram bem mais potentes, e capazes de repuxar o beiço do bicho por uma extensão maior, do que os dos equinos atuais.

A tromba possivelmente ajudava o animal a ser especialista em agarrar e devorar ramos de pequenos arbustos com o superlábio. Assim, ele não competia tanto com o Equus, um comedor de grama, como os cavalos atuais.

O bicho tinha patas relativamente curtas. Era parrudo, quase um pônei, e habitava savanas bastante secas.
Seus fósseis foram encontrados em sítios do Piauí à Bahia, no Nordeste, e em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, além de Peru, Bolívia e Argentina. A distribuição do Equus neogeus é similar.

Todos os cavalos sul-americanos estavam extintos quando a Era do Gelo terminou, há 10 mil anos --os cavalos atuais foram "importados" há poucos séculos.

As causas do sumiço são controversas. Para uns, grandes herbívoros foram caçados até a extinção pelos primeiros humanos que chegaram às Américas. Para outros, a culpa foi das mudanças climáticas, que teriam gerado perda de habitat.


http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/794691-biologa-descobre-cavalo-com-tromba-que-viveu-no-brasil.shtml

Cão Dança Merengue

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Abelhas Acuam Xerife

Abelhas forçam xerife a se trancar em viatura nos EUA

18 de agosto de 2010 • 12h42 • atualizado às 13h26


BBC Brasil



Um xerife no Estado americano da Carolina do Norte foi obrigado a se trancar por horas em sua viatura por causa de um enxame de abelhas. Brandon Jenkins disse que parou em uma rodovia para ajudar o motorista de um caminhão quebrado.

O caminhão levava 60 caixas com abelhas e pelo menos uma delas havia se rompido. As abelhas começaram a rodear o xerife, que se abrigou em seu carro. Ele ficou dentro da viatura até que as autoridades resolveram o problema.


FOTO: AP


















Abelhas se aglomeraram ao redor do veículo policial, onde o xerife teve que ficar protegido


No final, apicultores borrifaram água para evitar que as abelhas fossem para muito longe e depois atraíram o enxame para uma caixa lambuzada com mel.


http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4629610-EI8141,00-Abelhas+forcam+xerife+a+se+trancar+em+viatura+nos+EUA.html

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Gato Diferente

Bichos

11/08/2010 - 11h52

Gato nasce com quatro orelhas na Rússia

DA REUTERS


O gato Luntik, de três meses de idade, nasceu com quatro orelhas em Vladivostok, no leste da Rússia. Não há canais para o ouvido no segundo par de orelhas do animal. Ele vive numa estação de serviço de automóveis, na cidade.




















O gatinho Luntik, de três meses, nasceu com quatro orelhas em Vladivostok


http://www1.folha.uol.com.br/bichos/781244-gato-nasce-com-quatro-orelhas-na-russia.shtml

sábado, 14 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Esquilo Travolta

Planeta Bizarro

13/08/2010 07h44 - Atualizado em 13/08/2010 07h45

Fotógrafo flagra esquilo em cena que lembra 'Embalos de Sábado à Noite'

Cena foi flagrada pelo polonês Marek Paluch.

'É divertido fotografar esquilos', afirmou ele.


Do G1, em São Paulo


O fotógrafo polonês Marek Paluch, de 40 anos, flagrou um esquilo em uma cena curiosa em Opole, na Polônia. O animal foi flagrado fazendo movimentos que lembram o filme "Os Embalos de Sábado à Noite", mais precisamente o personagem de John Travolta, segundo o jornal "The Sun".




FOTO: Reprodução/The Sun



















Esquilo em movimento que lembra o filme 'Os Embalos de Sábado à Noite'.



Paluch, que fotografa vida selvagem há 15 anos, destacou que os esquilos parecem se mover tão facilmente por entre as árvores, fazendo-o rir muitas vezes com suas acrobacias. "É divertido fotografar esquilos, mas também sou muito apaixonado por pássaros", disse ele.



http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/fotografo-flagra-esquilo-em-cena-que-lembra-embalos-de-sabado-noite.html

Animaux (Arturo Medina)



























sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Arara Azul Em Brasília

Correio Braziliense


RARIDADE COR DE ANIL


Raíto, um exemplar de arara-azul, virou um dos mais curiosos personagens do Zoológico Ele representa uma vitória contra a ameaça de extinção: foi salvo de uma operação de tráfico internacional e sofre sérias sequelas das más condições de transporte, mas é bem assistido


Mariana Moreira


Publicação: 06/08/2010 08:38



Visto de longe, Raíto é um pomposo representante da rica fauna brasileira. Sua brilhante plumagem cor de anil, os olhos caídos e o bico em formato de gancho não deixam dúvidas: ele é um espécime de arara-azul, ave ameaçada de extinção e símbolo da exuberância natural das terras tupiniquins. Um olhar mais atento, porém, revela que Raíto é especial. Seu corpo não é tão uniforme e proporcional quanto o de seus semelhantes. O bico não saiu reto como o dos demais. No começo de sua ainda breve história, ele virou alvo de contrabandistas e fez parte de uma carga de ovos apreendida pela Polícia Federal. Os maus-tratos que sofreu antes de romper a casca impuseram limitações eternas ao seu desenvolvimento.
























De uma ninhada de sete ovos, somente aquele em que estava este filhote vingou. Mesmo assim, a ave apresenta anomalias



Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek, 17 de agosto de 2009. Um passageiro português é preso ao tentar embarcar com sete embriões de aves silvestres, atados à cintura por uma meia-calça e embalados em papel, na tentativa de manter a temperatura interna. Na manhã seguinte, os ovos foram entregues ao Zoológico de Brasília para serem pesados, lavados e numerados. Um exame detalhado, feito em um equipamento chamado ovoscópio, que permite ver o grau de desenvolvimento do animal mesmo dentro do ovo, indicou que um dos embriões não havia vingado. Os outros seis foram colocados na chocadeira e, 10 dias depois, Raíto nasceu.

“Ele foi o primeiro e o mais fortinho. Provavelmente estava em estágio mais avançado de desenvolvimento e pode ter sido o que menos sofreu com a manipulação inadequada”, avaliou a veterinária Ana Cristina de Castro, coordenadora da Curadoria de Aves do Zoológico. Prova disso é que todas as outras cinco aves, que nasceram no intervalo de um mês, não resistiram às malformações físicas. Para manter Raíto vivo, a dupla de veterinários Ana Cristina e Ricardo Alves o alimentou a cada duas horas, com papinha processada especial para psitacídeos (veja Para saber mais), durante os meses em que ele foi mantido na Unidade de Tratamento das Aves (UTA).


Malformação


A arara pode ter tido melhor sorte do que os outros embriões apreendidos, mas não ficou livre das sequelas. Por debaixo das penas, a coluna do animal se calcificou em formato de “S”, com uma acentuada curva para o lado esquerdo das costas, formando uma corcunda. A deformação prejudica alguns movimentos, como o abrir e o fechar dos dedos. Sem essa habilidade, ele não consegue manusear a própria refeição, e até hoje é alimentado pela equipe do zoológico, três vezes ao dia. Em razão das atrofias musculares, o corpo de Raíto entorta para a esquerda, quando ele caminha. A arara também não pode voar.


O bico dessas aves geralmente é perfilado, permitindo que a mandíbula e o maxilar se encaixem com perfeição. No caso dele, o bico superior também é encurvado para a esquerda e não encontra com a porção inferior, o que reduz sua força e a capacidade de triturar superfícies rígidas. “Mesmo com o bico deformado, ele triturou um coquinho, outro dia”, revelou Ana Cristina. Sem o atrito natural, o bico cresce e Raíto acaba se ferindo. Por isso, a cada dois meses, ele é sedado com uma anestesia inalatória, para que o bico seja lixado. Como a região é enervada, o procedimento é doloroso e causa sangramentos.


O desenvolvimento de Raíto também o diferencia das outras aves. Seu porte é menor do que a média e, enquanto animais da mesma idade chegam a pesar dois quilos, ele não ultrapassa os 800 gramas. Uma das características das aves criadas na natureza é a capacidade de regular a temperatura do próprio corpo, aprendida durante as trocas de calor com a mãe. Por ser criada em cativeiro, a arara demorou a controlar a temperatura corporal e foi mantida na Unidade de Tratamento de Aves (UTA) até cerca de seis meses de idade, quando as penas surgiram. Depois de ganhar vida independente, ainda sofreu com uma infecção causada por bactérias e outra ocasionada por um fungo. Foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um abcesso no papo. Por problemas circulatórios, perdeu dois dedos. Há 20 dias, deixou a sonda e voltou a se alimentar normalmente.



Bem Tratado




Mesmo diante da coleção de contratempos, os veterinários garantem que Raíto é um bichinho feliz e saudável. “Apesar dos problemas físicos, ele não tem nenhuma doença”, revela Ricardo Alves. A ave dorme sozinha, na sala dos técnicos do Zoológico. Passa o dia tomando sol, circulando entre os funcionários da instituição e banhando-se em uma bacia — seu passatempo preferido. Nos fins de semana, reveza-se entre as casas de seus dois “pais”, Ricardo e Ana Cristina, que têm licença especial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para cuidar da ave. Na licença, constam os endereços deles, e não é permitido levar o animal a qualquer outro lugar.
























Os veterinários Ricardo Alves e Ana Cristina de Castro: cuidados especiais



Ciumento, Raíto disputa palmo a palmo a atenção dos funcionários com os outros animais que fazem concorrência. “Outro dia, quando estava amamentando um tamanduá, Raíto subiu no meu colo e começou a puxar meus dedos”, conta Ana Cristina. Curioso, não tem medo de se aproximar de outras espécies. “Quando você bate palmas, ele vem, mexe em tudo, demonstra interesse pelos outros animais”, contou ela. Apesar disso, não tem muita noção de si mesmo. “Uma vez, o coloquei na frente do espelho e ele levou um susto”, relatou a veterinária.


Hoje, Raíto está mais próximo de um animal de companhia — um pet — do que de uma ave selvagem. Em momentos de tranquilidade, permite que estranhos cocem sua cabeça. “Se não fosse humanizado, ele não iria resistir. O caso dele é especial, pois, com as limitações, seria rejeitado pelas outras araras. Poderíamos até arrumar uma companhia para ele, mas estaríamos interferindo na vida de outro animal”, explicou Ana Cristina.


Quando manifestou as primeiras características de uma rara arara azul, os veterinários fizeram planos para ele. A idéia era tratá-lo e integrá-lo aos semelhantes. Mas nos últimos 12 meses, os sonhos mudaram. O bico está entrando no prumo, mas nunca será normal. A coluna, que, esperava-se, teria uma curvatura normal, entortou. O projeto de introduzi-lo ao habitat da bicharada ficou mais distante. “Se ele aprender a se alimentar sozinho, poderá ganhar um recinto no zoológico só para ele. Mas tudo indica que terá uma vida solitária, sem contato com o público. Se houver um animal em situação semelhante, pensaremos em estimular a interação”, revela Ana Cristina. Os esforços, agora, são no sentido de ensiná-lo a comer sozinho.


“Esse bicho, para nós, é um dos símbolos da conservação e da vida. Seria levado para outro continente, nas piores condições, e talvez nem sequer sobrevivesse. É uma das maneiras de uma forma de vida encontrar seu caminho”, resumiu o diretor do Zoológico de Brasília, Raúl González. Com todo esse prestígio, o destino de Raíto parece selado: sombra e água fresca, comida farta e muito carinho de sua grandiosa família de seres humanos.



O que diz a lei



Segundo o artigo 29 da Lei nº 9.605/98, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre nativa ou em rota migratória sem permissão, licença ou autorização da autoridade competente é crime. A pena varia de seis meses a um ano de detenção, além de multa. Mexer ou destruir ninhos, expor animais à venda e até explorar produtos oriundos da fauna também são considerados crimes ambientais. A guarda de um animal silvestre também é considerada crime, punido também com detenção variável de seis anos a um mês, além de aplicação de multa. Quem entregar o animal às autoridades competentes poderá não sofrer as penas. Se o crime agravar ainda mais a situação de espécies ameaçadas e listadas em relatórios oficiais, o infrator será penalizado com multa que varia de R$ 500 a R$ 5 mil, no caso dos psitacídeos, de acordo com o grau de ameaça da espécie. Já o Decreto nº 3.179/99 recomenda que os animais apreendidos, se tiverem condições de sobrevivência, sejam devolvidos ao habitat natural.



Para saber mais


Família falante e emplumada



As araras são aves da família dos psitacídeos, como papagaios, periquitos, cacatuas, maritacas, jandaias e maracanãs. Essas espécies possuem cabeça larga e robusta, bico forte, alto e curvo, próprio para quebrar sementes. Os músculos da mandíbula e da língua são reforçados, para ajudar nessa função. Os pés são curtos, articuláveis e também ajudam a manipular a comida. São frutívoros e ainda consomem grãos, sementes e tubérculos. São aves monogâmicas e possuem um parceiro durante toda a vida, que pode chegar a 80 anos. Considerados animais inteligentes, possuem cérebro altamente desenvolvido e têm a capacidade de reproduzir diversos sons, interagindo com os seres humanos. Por essas razões, e também pela plumagem multicolorida e exuberante, essas aves estão entre as preferidas dos contrabandistas de animais silvestres. Muitas delas estão ameaçadas de extinção.






http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/06/cidades,i=206343/RAITO+UM+EXEMPLAR+DE+ARARA+AZUL+VIROU+UM+DOS+MAIS+CURIOSOS+PERSONAGENS+DO+ZOOLOGICO.shtml